quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Professor escreve: Paródia do Conto Infantil - Chapeuzinho Vermelho

ParódiaO que é?Para elaborar uma paródia, é fundamental entender que ela é uma brincadeira que fazemos com textos como poemas, letras de músicas, provérbios e, por que não, hinos de agremiações esportivas. Na paródia o significado do texto é modificado com o objetivo de produzir humor. Veja dois exemplos de paródias de provérbios:
“Quem sai na chuva é pra se queimar”. (Vicente Matheus)
O provérbio que serviu de base para a paródia foi “Quem sai na chuva é pra se molhar” e o efeito humorístico foi obtido pela substituição do último vocábulo por palavra de sentido oposto.
“Em terra de cego, quem tem um olho é estrangeiro”. (Millôr Fernandes)
O provérbio “Em terra de cego, quem tem um olho é rei” possibilitou a substituição de rei por estrangeiro e a conseqüente alusão à mentalidade do brasileiro no que se refere à supervalorização do que é exterior.
Como fazer?
Uma vez entendida a paródia, veja como ela pode ser feita em relação ao assunto proposto. Não raro encontramos jovens torcedores deste ou daquele time que, querendo brincar com seu adversário no plano esportivo, não sabem como fazê-lo. Oferecemos aqui uma opção.A paródia de um hino de clube pode ser feita basicamente de duas maneiras. Vejamos um exemplo específico: se a pessoa é palmeirense e deseja brincar com os torcedores de times concorrentes, ela pode escolher seu próprio hino e reescrever a letra, elogiando o seu time e ao mesmo tempo criticando as outras agremiações. A segunda opção é que o palmeirense pegue o hino do time adversário (por exemplo, o do São Paulo) e reescreva-o de tal sorte que o hino, que deveria ser uma exaltação, passe a ser uma “autocrítica”.Lembre-se, portanto, que há dois procedimentos diferentes, neste caso, para a elaboração da paródia. Vejamos como ela poderia ficar, observando que o texto abaixo é apenas uma das muitas possibilidades existentes.
Procedimento 1: o palmeirense utiliza o seu próprio hino para brincar com os adversários.
Quando surge o Alviverde imponenteNo gramado o Corinthians o aguardaEle sabe o que vem pela frenteGoleada, a derrota não tarda.
Até mesmo o tão forte São PauloQue ainda pensa que é o maiorVai largando a arrogância de vezQuando perde pra nós na final.
Observe que no texto parodiado mantivemos várias das expressões originais e modificamos totalmente outros versos, principalmente os do final da estrofe.
Procedimento 2: o palmeirense utiliza o hino do adversário (São Paulo) para brincar com ele.
Olhe o Tricolor paulistaUm dos times brasileirosEras forte, eras beloDentre os grandes és o segundo.
Oh! TricolorClube derrotadoAs tuas glóriasSão do passado.

Lembre-se de que você deve fazer paródias com elegância. Em hipótese alguma utilize uma linguagem menor, que deponha contra você e, conseqüentemente, contra o seu próprio time. A paródia aqui proposta é uma brincadeira saudável, jamais uma forma de expressar idéias para magoar quem quer que seja. Portanto, tenha sempre em mente que sua intenção é elaborar um texto bem-humorado. A paixão pelo futebol não deve se misturar a sentimentos mesquinhos.(Granatic, Branca. Redação: humor e criatividade. São Paulo: Scipione, p.49-51, 1997.)
O Professor escreve:Paródia de Conto InfantilParódia do texto Chapeuzinho Vermelho.
ENCANTADA CHAPEUZINHO VERMELHO
Era uma vez uma garotinha que morava numa floresta distante. Certa vez, esta menininha ganhou de presente uma capa de capuz vermelho, gostou tanto do presente que nunca deixava de usá-lo, por isso ficou conhecida como Chapeuzinho Vermelho.Mas essa menina morava com sua madrasta, uma senhora má e com suas duas filhas arrogantes. Elas faziam Chapeuzinho Vermelho trabalhar sem parar:- Chapeuzinho!- O quê?- Já para a cozinha, não se esqueça de limpar o chão! – disse a madrasta.- Está bem. – respondeu Chapeuzinho. Depois posso passear no jardim?- Passear, nem pensar! – retrucou a madrasta.- Ela pensa que é gente, essa menina horrorosa, sempre com essa capinha vermelha tão fora de moda! – disseram as filhas da madrasta irreverentemente.E Chapeuzinho Vermelho trabalhava, trabalhava e trabalhava.Um belo dia:- Chapeuzinho, já aqui! – gritou a madrasta.- Sim senhora.- Quero que leve esses doces para sua avó, a mãe de seu falecido pai, aquela velha sonsa, dizem que está doente. Ela bem que poderia morrer logo, assim eu ficaria com aquela casa também.- Que maravilha mamãe, mais uma casa, mais dinheiro, mais vestidos, ficaremos mais bonitas!- Bonitas, vocês! Nem vestidas de ouro! – disse Chapeuzinho.- Mamãe dê um castigo para essa menina atrevida, faça-a passar todos os nossos vestidos em uma hora! – pediram as meio-irmãs.- Não, meninas, já vou mandá-la para a floresta mais perigosa que existe, com muitos lobos e animais selvagens, é o suficiente – disse a madrasta.E lá se foi Chapeuzinho Vermelho pela floresta com sua cesta de doces.De repente, Chapeuzinho ouviu vozes ao longe, parecia uma canção: -“Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou, parará tchim bum, parará tchim bum, eu vou, eu vou...”As vozes sumiram aos poucos, e a menina continuou andando, observando as flores, os pássaros. Logo avistou um riacho de águas claras e límpidas. Parou para descansar:- Puxa! Que lugar bonito! Mas preciso me apressar, esta floresta é cheia de lobos.Quando se levantou para ir embora viu uma bruxa com uma cesta cheia de maçãs. Chapeuzinho se assustou:- Não fuja menina, eu só quero uma informação – disse a bruxa.- Quem é você? – perguntou Chapeuzinho.- O quê? Você não me conhece? Eu sou a mulher mais linda do mundo, quer dizer, eu era até aquela menina ridícula crescer e aparecer.- Quem?- Ah! Eu odeio essa menina, não posso nem dizer o seu nome, mas, tenho uma surpresinha para ela!Nesse instante a bruxa deu um passo à frente, tropeçou, caiu e derrubou todas as maçãs.- Droga!Minhas maçãs! – gritou a bruxa enfurecida.Chapeuzinho ficou encantada com tão belas maçãs e pegou uma colocando-a em uma cesta, sem que a bruxa percebesse.- Não! Não precisa me ajudar! Eu mesma recolho tudo!Só quero que me diga onde fica a casa dos sete anões.- Mas eu não sei! – respondeu Chapeuzinho.- Menina burra! Dê-me licença que não tenho tempo a perder! – disse a bruxa empurrando Chapeuzinho para o lado.Raivosamente a bruxa saiu andando pela floresta atrás de Branca de Neve.Chapeuzinho ficou aliviada, pois estava com medo da bruxa:- “Puxa! Pensei que ela ia me transformar em sapo, dragão ou sei lá o quê. Ah! Mas que maçã linda esta que peguei, deve estar deliciosa.”Quando estava prestes a morder a fruta ouviu uma voz:- Chapeuzinho!- Quem é? – perguntou a menina.- Sou eu!- Eu quem? Quem está falando comigo? Será que estou sonhando? Ou será um feitiço daquela bruxa?- Não, não é um sonho, sou eu, o Lobo!- Ah, não! Um Lobo!- Calma menina, não vou lhe fazer mal, só quero saber onde vai e o que tem aí nesta cesta.- Não pode ser!Quando fico livre daquela madrasta e suas filhas, encontro uma bruxa, ela vai embora e agora me aparece um Lobo. Ah! Que vida a minha!- Você não respondeu as minhas perguntas Chapeuzinho!- Eu estou indo levar esses doces para minha avó, do outro lado da floresta, por quê?- Por nada, eu só queria saber. É que estou com muita fome e pensei se você não poderia me dar esses doces.- Ah! Não posso seu Lobo, minha madrasta me mata, se souber.- E esta maçã parece deliciosa.- Também não posso lhe dar, é para minha avó! – mentiu Chapeuzinho, pensando comê-la mais tarde.- Menina malvada e egoísta, pois então eu vou devorar sua velha avó! – disse o Lobo saindo em disparada.Chapeuzinho Vermelho muito assustada saiu correndo floresta adentro.De repente ouviu uma bela voz chamar por ajuda. Era uma bela garota loura, com longas tranças que estava presa no alto de uma torre.- Me ajude, por favor! Estou presa aqui nesta torre, não posso descer, só um príncipe pode me salvar!- Me desculpe, mas preciso correr, o Lobo mau vai devorar minha avó, mas, se eu encontrar um príncipe, mando vir lhe buscar!Enquanto isso, o Lobo corria por outra estrada para ver se chegava primeiro à casa da avó da menina.E Chapeuzinho continuou pela floresta, até que chegou a uma casa toda feita de chocolate, biscoitos, balas e doces, onde morava uma fada madrinha. Chapeuzinho apressadamente lhe contou sua história.- Não chore menina, eu vou ajudá-la a ir para casa de sua avó – disse a fada.E apontando com a varinha mágica, a fada transformou uma abóbora em uma bela carruagem, puxada por quatro cavalos.Partiu assim em disparada para a casa de sua avó, a menina da capinha vermelha.Finalmente chegou. Quando ia bater à porta, viu o Lobo que se aproximava rapidamente para alcançá-la.- Eu pretendia comer sua avó primeiro, mas já que está aqui, vou lhe devorar agora! – gritou o animal lambendo os beiços.A menina assustada correu e pulando a janela, trancou tudo.A avó quando viu a neta, ficou muito feliz.- Chapeuzinho, minha neta, que bom lhe ver, eu estava com saudades!-Fique quieta vovó, o Lobo está aí fora e quer nos comer!- O quê? Um lobo? Ah! Minha netinha, eles vivem rondando minha casa.- Não, vovó, eu encontrei esse aí no meio da floresta e ele está faminto!Nesse instante, o Lobo nervoso por chegar atrasado gritou:- Saiam já de dentro desta casa!- Nós não vamos sair! – responderam as duas.-Ah! Não vão sair! Eu estou com fome, e é melhor saírem logo!- Não, não vamos!Chapeuzinho e a avó estavam apavoradas.- Vocês pensam que vão se livrar de mim? Vou soprar essa casa até derrubá-la. – esbravejava o Lobo.A avó de Chapeuzinho estava prestes a desmaiar de medo.E o Lobo começou a soprar, soprar e soprar. A casa não caiu porque era feita de tijolos e então, cansado de tanto soprar, resolveu arrombá-la. Ele empurrou a porta com tanta força que a arrebentou e entrou.Agora, as duas estavam prestes a morrer!- Eu não disse! Agora vou devorá-las! – falou o bichano sorrindo de felicidade. Você não quis me dar esses doces Chapeuzinho, agora vou comer vocês de uma só vez!- Calma seu Lobo, toma, eu lhe dou tudo, mas não nos coma, por favor! – implorou Chapeuzinho.- Agora você está boazinha. Ah! Mas que maçã apetitosa essa!- É toda sua seu Lobo, pode pegar - disse Chapeuzinho, empurrando a maçã para o Lobo.- É, vou comer essa maçã como aperitivo, depois devorarei as duas.O que ele e nem ninguém sabia é que aquela maçã era envenenada e estava reservada para a Branca de Neve.Mal o Lobo deu a primeira mordida, caiu desmaiado no chão.A avó e a menina choraram de tanta alegria.Em seguida as duas o pegaram e o jogaram dentro do rio.Ao voltarem para casa:- Vovó, que susto!- Nem me diga, minha neta, pensei que íamos virar comida de Lobo.- Puxa, vovó, eu não sabia que aquela maçã estava envenenada, que bom que não a comi.- Não pense nisso agora, está tudo bem – disse a avó.- Vovó, o que é isso? – perguntou Chapeuzinho, olhando para uma estranha máquina com uma agulha na ponta.- Não mexa minha netinha, me disseram que é uma roca encantada. Um dia certos guardas de um castelo longínquo, trouxeram-na porque o rei não queria nenhuma roca em seu reino, eu nunca a usei porque fiquei com medo.Mas Chapeuzinho, muito curiosa, colocou o dedo na roca.- Ai! Furei o meu dedo!Nesse instante, Chapeuzinho caiu em um sono profundo e sua avó também.Ah!Que ironia do destino!Pobre Chapeuzinho Vermelho, dormirá por uns anos, até que cresça, e um dia um bravo príncipe, montado em um lindo Corcel branco, venha lhe despertar com um apaixonado beijo de amor.

2 comentários:

barbara cedraz silva ribeio disse...

eu gostei so que tinha que ter outro nome de chapeuzinho

higor martins disse...

Eu prefiro a minha,porque eles pegarão falas de outros contos como cinderela a madrasta e as duas irmãs.